O que é a síndrome da falta de proteína?

Em pessoas que decidem retirar a carne, ovos, leite e/ou laticínios dos hábitos alimentares, a síndrome da falta de proteína é um vestígio de crenças e mitos sobre a dieta baseada em alimentos animais que fazem que qualquer sintoma de saúde negativo da dieta vegetariana/vegana tenha intuitivamente como explicação maior ou exclusiva a falta de carne, leite, ovos e derivados.

Ao mudar de dieta muitos de nós ainda tem inseguranças sobre proteínas, sobre vitaminas e tantas outros medos inconscientes de que parar com alimentação a base de animais podem nos causar.

São inseguranças e medos naturais. Ora por conta de preconceitos sociais, ora por desinformação, por conta de uma série de mitos sobre a proteína.

Muitos de nós cresceram com algum preconceito contra vegetarianos, seja pela generalização de que “vegetarianos são chatos”, seja porque acreditamos que vegetarianos são mais fracos, que são desnutridos, que proteína animal é insubstituível e tantos outros.

E na hora que fazemos a mudança, estes preconceitos vem como uma bomba, uma lupa amplificada na nossa percepção corporal e faz com que qualquer sintoma seja considerado “falta de carne”.

Se a pessoa está com fraqueza? Falta de carne.

Se ela peidou? Falta de carne.

Se caiu o cabelo? Falta de carne

Se sente mais fome que o normal? Falta de carne.

O metabolismo é muito rápido? Falta de carne.

A pessoa emagreceu? Falta de carne.

São todas conclusões que escondem um verdadeiro vilão: estamos com medo!

Não há problemas em ser vegetariano ou vegano. Se a pessoa tem sentido que todo problema de saúde é falta de carne, vá na fonte deles: o medo! E contra o medo: segurança. Busque informação. Procure um nutricionista vegetariano/vegano, descubra se os sintomas são mesmo alimentares, converse com amigos, converse com vegetarianos/veganos. Esteja consciente, nutricionistas não veganos/vegetarianos em alguns casos tentarão te convencer a continuar comendo carne. Muitos sites de informação sobre proteínas até hoje sequer incluem o feijão como fonte. O mundo está viciado na idéia de “Carne, ovos, leite e laticínios”. Estas informações certamente resolverão suas dúvidas. Comer carne não é um problema da dieta. A pessoa pode decidir voltar a comer carne e jogar no sintoma a responsabilidade de sua decisão. Seja honesto consigo mesmo e assuma as rédeas de sua vida. A decisão vegana não é uma imposição social, é um despertar. Respeite o seu “despertar” pessoal.

Há um novo aprendizado sobre o que comer, uma readaptação, um novo equilíbrio a ser descoberto. Dê esse tempo a si mesmo.

Pode haver desnutrição em qualquer pessoa do mundo, problemas de saúde não são exclusividade de um grupo. Não será um determinado tipo de alimentação que fará um ser vivo imortal. Tudo que é vivo é vulnerável.

Enfrente seus medos, enfrente seus mitos, perceba em si as falsas crenças e faça disso sua fortaleza.

A clareza de pensamento fortace o vegano. Não tenha medo de apresentar suas dúvidas, procure diversas fontes de informações. Critique as pessoas que conhece, a crítica pode trazer reflexões muito construtivas. A cada passo um aprendizado e a clareza de pensamento é a nossa força.

Por Roberto de Andrade (Planeta Ideal Floripa)

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