Vegetariano ou Vegano?

Vegetarianos e Veganos lutam pela mesma causa: uma vida melhor e mais saudável para si mesmos, para os animais e para o planeta. Muito da história se modificou e vou falar meu ponto de vista de quem chegou agora, em 2011.

O primeiro ponto é um preconceito meu. Quando eu não era vegano e ouvia falar sobre vegetarianos sempre imaginava que era uma pessoa que gostava de vegetais e só comia comidas ruins por motivos de saúde e estética. Bom, hoje sei que isso é mentira, porém sei que a palavra vegetariano soa para o leigo como quem se alimenta de vegetais. O que é uma meia verdade. Esta palavra dita sem uma explicação faz o leigo subentender que é só isso. Então, ponto um: leigos entendem tudo errado e precisamos corrigir isso.

Segundo ponto: Eu sendo vegano não defendo os vegetais. Nem as carnes. Nem comida nenhuma. Se eu puder ter saúde sem comer nada, prefiro isso. Se for possível viver de luz, eu vivo. Vitamina D pode ser obtida tomando sol. Sendo assim, ponto dois: não defendo nenhum tipo de alimentação, apenas a saúde e a ética. Se hoje para ter saúde e ética preciso de vegetais, é uma escolha temporária que poderá excluir até os vegetais da alimentação no futuro.

Terceiro ponto: a palavra “vegano” por ser nova naturalmente faz a pessoa perguntar do que se trata e isso permite que falemos sobre o assunto. Isso facilita a divulgação.

Quarto: “Vegano” por não fazer uma ligação direta com “vegetais” fica gramaticalmente mais livre para se associar com “proteção ao meio ambiente”, “proteção aos animais” entre outras coisas. Voltando ao problema do leigo. Imagine você salvando um cachorro e a pessoa pergunta: Porque você ajuda os animais? Você diz: porque sou vegetariano! O leigo embaralha tudo na cabeça, ele não vê lógica entre comida e animais. Pelo contrário, se você diz Vegano ele pode inventar uma explicação, porém fatalmente terá que perguntar.

Quinto: Segundo o wikipedia americano o termo vegano original surge por Donald Watson significando “vegetarianos sem laticínios” apesar de já se evitar o ovo também. Depois esta definição ganha um novo sentido de “a doutrina em que o homem deve viver sem explorar os animais”. E depois ele se amplia com a ideia Jainista de não-violência contra o que é vivo. Sendo assim, entendo que a palavra tem sua gênese na diferenciação do que é “comida” para o que é “ético”. Ela perde o sentido de palavras alimentares como “vegetarianos”, “ovo-lacto-vegetariano” que são palavras que  fazem referência à comida e assume um termo neutro. Isso nos leva ao campo da moral com muito mais força. Veganos são éticos por definição, a comida, o vestuário, os cosméticos são consequências da ética. Para não dar confusão, para não defender alimentos, a palavra precisava ser neutra. Vale lembrar que a escolha da palavra “vegetariano” não está relacionada com vegetais, mas sim com o termo do latim vegetus que significa “forte”, “vigoroso”, “saudável”.

Vegetarianos e veganos sempre partilharam os mesmos ideais. Creio apenas que a leitura do termo hoje está cada vez mais se ligando ao ativismo e cada vez menos se referindo à alimentação. Alimentação vai perder o status de “polêmica” graças às pesquisas nutricionais atuais e permanecerá apenas a questão moral e ética.

Quem chega hoje ao veganismo em grande parte come o que for, apenas não quer mais causar sofrimento ou matar animais sem necessidade. E é este o clima que o veganismo hoje se consolida: com manifestações em todo o mundo, com protestos, com atos de libertação animal e tudo mais.

É isso.

Por Roberto de Andrade (Planeta Ideal Floripa)

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11 responses to this post.

  1. Posted by isabel on 12/12/2011 at 1:27 PM

    Mas, do que vamos viver? Todo ser vivo sofre quando abatidos, arrancados do seu habitat. Os vegetais, as flores, murcham assim que são cortadas para consumo ou não. Como os veganos trabalham esta questão? O leite é um alimento essencial para reposição de cálcio. Em quais alimentos encontra-se tal elemento e na quantidade necessária que não danifique os ossos, principalmente nas crianças e idosos. Há estudos sobre isto? Esse tema tem sido muito divulgado atualmente; há estudos sobre os efeitos ao longo prazo que possa ser considerado seguro a alimentação somente de vegetais? Como você está lendo, são muitas as perguntas, mas não se trata de oposição, apenas, busca de esclarecimentos. Obrigado.

    Responder

    • Oi Isabel! Estas perguntas são todas perguntas que já fiz para mim mesmo, e são muito importantes. Vou falar um pouco sobre cada uma delas.

      Realmente animais e plantas são seres vivos. É um paradoxo tentar salvar animais e ao mesmo tempo matar as plantas. São várias as interpretações para estes fatos. Algumas pessoas entendem que as plantas estão vivas porém não sentem dor por não possuírem sistema nervoso, portanto podemos comê-las sem problemas. Outras pessoas entendem que todo ser vivo tem direito à vida, inclusive plantas. E ao mesmo tempo consideram que sempre vamos causar algum mal àquilo que é vivo, seja uma bactéria, seja um vírus no corpo, em algum momento será impossível eliminar 100% do dano. Neste caso estas pessoas entendem que devem causar o menor dano à tudo que é vivo. É o princípio da não-violência. Neste contexto, entende-se que além de causar a morte e o sofrimento ao animal ao comê-lo, os animais também se alimentam de plantas. Sendo assim, ao invés de comer o animal que come a planta, comemos nós as plantas diretamente.

      Sobre o leite vou postar um pequeno trecho de um artigo:
      “Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o leite de vaca não é a principal fonte de cálcio. Há diversos vegetais muito mais ricos em cálcio. Sem falar que as fontes vegetais de cálcio são todas fáceis de assimilar. A proteína do leite materno (albumina) é própria para o ser humano digerir, mas a proteína do leite de vaca (caseína) é de difícil digestão, além de causar diarréia, mal-estar e alergia, sobretudo no bebê. O leite de vaca também tem outro incoveniente: a lactose. Para digerir a lactose, o pâncreas tem que fabricar uma enzima chamada lactase. A questão é que o ser humano só produz essa enzima até no máximo sete anos de idade.”

      “São fontes de cálcio as folhas verde-escuras, como espinafre, agrião, rúcula, brócolis, couve, mostarda, salsa e algas, o gergelim, a castanha-do-pará, o dente-de-leão, o chá verde, o banchá, o missô (pasta fermentada de soja), folhas de nabo, trigo-sarraceno, grão-de-bico, queijo de soja, feijão e melado de cana.

      Compare:

      100 gramas de leite humano – 35 miligramas de cálcio
      100 gramas de leite de vaca – 118 miligramas de cálcio
      100 gramas de queijo de soja – 128 miligramas de cálcio
      100 gramas de leite cabra – 129 miligramas de cálcio
      100 gramas de grão-de-bico – 150 miligramas de cálcio
      100 gramas de salsa – 203 miligramas de cálcio
      100 gramas de alga kombu – 800 miligramas de cálcio
      100 gramas de gergelim – 1.160 miligramas de cálcio
      100 gramas de alga hijiki – 1.400 miligramas de cálcio”

      Fonte:
      http://curapelanatureza.blogspot.com/2008/06/o-clcio-essencial-para-uma-vida-saudvel.html

      Sobre os estudos à longo prazo até então não pesquisei nada neste sentido. Sei apenas que há médicos especializados em veganismo, o mais falado é o Dr. Eric Slywitch (Médico nutrólogo), que pode trazer estas informações científicas. O que sei é que o veganismo é indicado para todos os estágios da vida: bebês, crianças, adultos e idosos. Cada alimentação possui uma característica, então devemos sempre nos informar sobre seus detalhes.

      Pessoalmente diria que a questão alimentar vem deixando de causar tanta polêmica, a quantidade de pesquisas sobre alimentação com base vegetal tem mostrado mais e mais benefícios. A diminuição do risco de alguns cânceres, diminuição de doenças cardíacas, prevenção de muitas doenças inclusive. Recentemente saiu um filme chamado Forks Over Knives mostrando que alguns médicos estão retirando medicação de seus pacientes apenas fazendo um novo planejamento alimentar com base vegetal.

      Por fim, a questão ética é o ponto mais forte disso tudo. Nós precisamos repensar nossas atitudes em relação aos animais, com ou sem veganismo. Estamos cada vez mais conscientes que o bem estar ético e moral é um dos fatores inclusive da saúde física. E cada vez mais a ciência tem descoberto que os animais são seres vivos com individualidade, com personalidade, gostos, cultura e regras sociais. Não somos donos das outras vidas, cada um à sua maneira é um ser vivo como nós coabitando neste planeta!

      Espero ter esclarecido estes pontos, fique à vontade para fazer mais perguntas.

      Projeto Planeta Ideal

      Responder

  2. Posted by isabel on 13/12/2011 at 11:30 AM

    Olá!. Eu entendi as motivações e a diferença entre vegetarianos e veganos. Está tudo bem explicado. Obrigado pelo retorno.
    Eu sempre tive curiosidade em saber sobre este modo de vida e em tempos passados ensaiei alguns passos neste sentido. Mas, quando não se sabe bem porque faz acaba-se por deixar de fazer. A mim me interessava o lado da vida saudável, como os resultados não são imediatos a tendência é de abandonar, uma vez que o preparo dos alimentos é mais demorado, tem de ser cuidadosamente lavados…nem sempre se está disposto a “gastar” tempo com isto. Quando se sabe o porque faz aí já é diferente. O tempo “gasto” é um tempo bem aproveitado. Neste ponto é que tenho outras questões. você diz na matéria que faz pouco tempo que aderiu a este modo de vida. Você acha viável para moradores das grandes cidades, ou que trabalham com horários exprimidos que pouco tempo sobra para alimentação ainda arrumar tempo para pensar o que vai comer, quando em todos lugares já nos oferecem um cardápio pronto? Como conheço muito pouco sobre o assunto a mim me parece difícil conciliar um modo de vida vegano com as grandes metrópoles. A impressão que tenho é de que no início seria até mesmo estressante pensar o tempo todo: o que vou comer?
    Outra dúvida. A alimentação exclusiva de verduras, frutas e legumes, a mim me parece insuficiente para nos alimentar adequadamente. Gastamos muitas energias diariamente tenho dúvidas que este tipo de alimentação possa dar conta de repor.
    Isto teria a ver com uma mudança radical de vida? Como por exemplo: morar em cidades menores – trabalhar menos – não comprometer o dia todo com atividades, ou mesmo aquelas pessoas que praticam esportes radicais – ou qualquer exporte – teriam que mudar tudo?
    Estas são algumas das minhas dificuldades para compreender esta mudança de estilo de vida. A mim me parece incompatível com o modo de vida da maioria das pessoas.
    Aguardo esclarecimentos. Obrigado.

    Responder

    • Oi Isabel.

      A motivação do Vegano é ética. Não consideramos o animal um objeto, nem um produto a ser vendido, mas sim uma vida. E para considerarmos sua morte, precisamos estar bastante conscientes de que esta escolha precisa de uma razão muito necessária. Entre alguns minutos a mais cozinhando um alimento saudável e a praticidade de retirar a vida de um animal, o vegano gastará mais tempo na cozinha. Eu por minha vez gasto menos tempo na cozinha hoje que antigamente. Por outro lado, nenhum de nós gostaria que um ser humano fosse morto porque é mais prático, consideramos uma razão fútil. A praticidade que hoje encontramos é em função da forma que “pensamos” nossa comida. No futuro, com o mundo cada vez mais pacífico e ético, será mais difícil encontrarmos alimentos de origem animal e aqueles que buscarem carne terão grande dificuldade.

      Logo que me tornei vegano, ia ao supermercado e me sentia deslocado. Nada ali servia. Porém, hoje cada vez mais encontro os produtos, sempre descubro algo novo, e a quantidade de produtos “orgânicos” (sem agrotóxicos) está aumentando e a de produtos “veganos” (sem ingredientes de origem animal) igualmente. Nas cidades grandes a oferta deste tipo de produto é maior que nas pequenas. Já há restaurantes, pizzarias, hamburgueres e muitas coisas só com vegetais. Quanto mais tempo e experiência, mais descubro alimentos suculentos e nutritivos de origem apenas animal. Temos veganos de todas as cidades possíveis: grandes, médias e pequenas.

      Não posso deixar de lembrar que Carl Lewis o medalhista americano teve sua melhor olimpíada com uma alimentação vegana, que Éder Jofre ex-lutador brasileiro dizia que seu melhor rendimento na luta era por conta do vegetarianismo. Nossas ideias sobre o vegetariano ou vegano ser fisicamente mais fraco não tem consistência científica.

      Vale lembrar que animais também se alimentam de soja, milho, etc, também com agrotóxicos e por vezes também transgênicos, o que não faz da carne livre de contaminação.

      Como sua motivação maior é alimentar, recomendo este filme deste ano que fala sobre a medicina preventiva baseada só em vegetais:
      Garfos acima dos Bisturis (Forks Over Knives)
      http://vimeo.com/33449430

      Muita paz!

      Planeta Ideal

      Responder

  3. Posted by isabel on 15/12/2011 at 11:19 PM

    Sabe, encontrei este blog meio por acaso. Fazia uma busca e não sei dizer como fui parar aqui. O tema me foi totalmente novo. Nunca ouvira falar “vegano”, nem sei como se pronuncia se é végano ou vegano. Parei com a busca que fazia e comecei a pesquisar sobre o assunto. Constatei minha total ignorância. Como tem ativistas em toda parte! Fui me surpreendendo cada vez mais com a quantidade de pessoas envolvidas!
    Não demorou para eu começar a falar com pessoas conhecidas, amigas sobre o assunto. Fiquei mais surpresa ainda: elas confirmavam que já conheciam e diziam muitas coisas sobre os “tais” véganos ou veganos.
    Esta “doença” é contagiosa. Penso nisto o dia inteiro, falo disto com todo mundo. Todo mundo sabe disto.
    Aí me pergunto: Porque nunca me falaram? Parece que fui a última a saber!
    Sempre tive interesse pelos alimentos e modo de vida natural, mas, pelo lado saudável e menos agressivo com nosso organismo e o meio ambiente. Ver nos animais uma forma de vida a ser respeitada com a mesma dignidade da vida humana, eu não havia pensado. Para mim animais não deviam ser maltratados, mas não necessariamente respeitados no mesmo nível. Achava estranho os Pet Shop. Era demasiado ver animais tratados como gente e gente sendo tratada como animais.
    Depois deste esbarrão com veganos meu olhar para com os animais mudou. Um sentimento de compaixão tanto pelos animais como pelos humanos passou a ocupar meus pensamentos. Foi ficando claro que todos fazem parte do mesmo sistema, só que o homem nivelou por baixo. Não se respeita nem a pessoa humana nem os animais.
    Por fim, não sei se o que estou sentindo é uma febre, que vai passar, ou algo que já se incorporou em minha vida? O tempo dirá. Obrigado por ter respondido minhas dúvidas. Penso que agora já posso caminhar sozinha.

    Responder

  4. Oi Isabel,

    Que bom que esteja buscando saber mais. A palavra Vegano se pronuncia “Vêgãno”. Vem do inglês Vegan (“vígan”) que vem de uma necessidade de transformar uma confusão sobre vegetarianos num termo mais coeso. Por isso retirou-se Vegan do início e do fim da palavra Vegetariano: ‘VEG’egetari’ANO’.

    De fato nos ensinam que um animal bem tratado terá uma morte sadia, que é a linha que defende o “bem estar” animal. Essa visão é chamada de “Bem-estarista” Porém o vegano entende que animais não são produtos a se comercializar e sim vidas. Eles vem sendo “escravizados” por terem seus direitos negados em função do que “é melhor para o ser humano” e não do que é melhor para eles. Se a vaca come ração de determinado tipo, é porque é bom para o homem… se a vaca na hora do abate não sofre stress, é porque o stress prejudica a carne e isso não é bom para o homem… se o bezerro da vaca é tirado dela nos primeiros dias, é porque assim ela dá mais leite, e isso é bom para o homem. De fato a compreensão é de que compartilhamos o mundo com os animais e não somos donos deles. Por isso chamasse essa visão de Abolicionista. A mudança ocorre na ideia de que o mundo não foi feito para os seres humanos. Saímos do centro do universo e começamos a aprender quem são estes seres que chamamos de animais, de plantas, de coisas.

    Este site é novo, então ainda estou começando a organizar. Em breve postarei mais coisas!

    Obrigado pela visita

    Veganize-se

    Planeta Ideal

    Responder

  5. Posted by isabel on 25/12/2011 at 11:41 PM

    Olá!Espero que tenha tido um ótimo natal. Nem imagino como um vegano prepara sua ceia de natal e como convive com os que não fazem parte deste grupo. Pensava que fossem uma elite, mas como disse anteriormente, tenho “esbarrado” a todo momento com pessoas adeptas desta visão cósmica. Também participei de uma ceia neste natal. E lá estavam três (kkk). Havia muita gente, por isso não pude aprofundar o assunto. Imagine minha angústia; estar ao lado de três “deles” e não poder falar sobre algo que tenho me interessado nestes últimos tempos. A mesa estava farta e bem variada; para minha própria surpresa, eu me direcionei para as saladas e frutas. Olhar para pratos dos diversos animais me causou repugnância e mal olhei para eles e assim que compus meu prato sai daquela sala e fui para bem longe, onde nem pudesse sentir o cheiro.
    Foi o primeiro ano que me alimentei de comida leve, perdi o apetite. A lembrança dos animais mortos na mesa era algo que causava mal estar. Mas, não foi ruim, pelo contrário. Vivi uma experiência pessoal interessante. Via aquelas pessoas se fartando de carnes, leitão a pururuca e tantas outra opções, com um certo ar de superioridade (kkk). Bem. Agora vou iniciar uma outra etapa – comprar alimentos, não carnívoros (kkk). Não sei nem por onde começar. Sei que vou gastar algumas horas no supermercado, mas isto agora passou a ser meu desafio. Não sei até onde vou chegar. mas, vou tentar.
    Os alimentos tem muito a ver com nossa história de vida, por isso penso que não será tarefa fácil desprogramar antigos hábitos. E para mim tudo isto é muito novo.
    Tirar o homem do centro do planeta é algo inovador, mas, vou pensar sobre isto.

    Responder

    • Realmente nos habitamos à tantas coisas e creio que o hábito mais importante não temos: questionar tudo! Tudo mesmo!! O porque comemos de um jeito, porque nos vestimos, porque estudamos! Descobrindo o passado percebemos que temos liberdade para mudar nossas escolhas! Quando comecei no veganismo tive alguma dificuldade por conta da minha total ignorância do mundo vegetal, hoje já comprei alguns livros, tenho buscado informação e sinto que estou com uma saúde que nem sonhava ter! Qualquer dúvida é só chamar!! Se quiser ler algum livro eu recomendo “Alimentação Sem Carne” do Eric Slywitch ou “Virei Vegetariano. E Agora?” do mesmo autor!! É isso aí!! Boa sorte nesse novo caminho!!

      Responder

  6. Posted by isabel on 30/01/2012 at 10:59 PM

    Ainda estou na fase pré-inicial. Andei pelo supermercado, olhei as embalagens, li os rótulos, porém, não sei como compor um prato que me alimente. Penso que preciso mesmo ler alguma coisa sobre o assunto. Ou melhor, ler muita coisa sobre o assunto. Pelo que tenho observado – a mudança – é como se mudasse de planeta. Reinventar um novo modo de viver, rever conceitos, valores. A princípio me pareceu algo inovador, modismo, excêntrico. Agora já estou tendo outra concepção. Ser vegano implica andar a margem ou em paralelo ao mundo atual. Enquanto um lado valoriza a gastronomia pelo prazer – o vegano – tem prazer em não comer o que todo mundo come. Isto me parece mais sério do que pensava. Aos poucos vou me inteirando sobre o assunto. Obrigada.

    Responder

    • Veganos e vegetarianos são iguais todo mundo. Ficam doentes, ficam gordos, tem atletas campeões, gostam de comida saborosa, gostam de praticidade, etc. Tem vegano gordo que adora “porcaria” processada e tem outros que se tornam totalmente naturais. A verdade é que não muda nada. Eu no princípio não tinha o hábito de comer salada e hoje perdi o hábito de comer carne. Não é algo forçado, não é uma dieta difícil, é algo natural como respirar, como respeitar as pessoas à nossa volta, é uma ampliação da consciência que estamos entre seres vivos que compartilham o mundo conosco.

      A proposta da Sociedade Vegetariana para quem se sente um ET nesse mundo sem animais como objeto ou produto é da “segunda sem carne”. Tirar um dia para viver o desafio de retirar os alimentos como queijo, leite, ovos e derivados e também a carne. Isso dá tempo para pensarmos as possibilidades. A verdade é que estamos entre vegetarianos, restaurantes e produtos vegetarianos e nunca nos demos conta, basta reparar. Se pensarmos o prato típico brasileiro que é arroz, feijão, bife acebolado, batata frita e salada, logo vemos que de 6 ingredientes, um só é de origem animal. Arroz, feijão, cebola, batata e salada são todos vegetais. Somos vegetarianos e nem nos demos conta. Esse prato em si, sem a carne, já contém os nutrientes que precisamos. Acima de tudo se tiver um suco de laranja natural acompanhando. Podemos manter a saúde, o meio ambiente e os animais agradecem!

      Roberto

      Responder

  7. Posted by isabel on 01/02/2012 at 11:10 PM

    Hoje dei meu primeiro passo. Como estou em fase experimental, comprei algumas porções individuais para compor um prato sem sair muito fora da minha rotina alimentar. Não achei tão estranho quanto pensava. Quando disse que achei este site meio por acaso, estava procurando alimentos energéticos. Estava me sentindo sem energia e pensei que pudesse encontrar nos alimentos a solução. Bem ainda não resolvi minha questão, mas, quando você diz que “…sinto que estou com uma saúde que nem sonhava ter!”, isto soou como uma possibilidade de melhora. Outra coisa foi de que o prato do brasileiro tem mais de vegano/vegetariano “e não nos damos conta”, também isto me animou. Afinal gosto da comida caseira, da sua simplicidade, leveza e sabor. Preciso me organizar, deixando alimentos, como verduras, frutas, legumes, já lavados;para não acontecer de na hora da fome comer qualquer coisa que esteja à mão. Neste final de semana vou ver o filme indicado e posteriormente também os livros. Mudanças sempre trazem desconfortos, necessidade de se desinstalar, junta-se a isto quando a sua volta todos continuam o seu caminhar. Quando o seu momento não empata com o momento do outro (s). O caminhar sozinho é prazeroso, tem-se a sensação de posse de si mesmo; ainda que seja uma simples mudança no modo de se alimentar. Dizem que a vida é feita das pequenas coisas. Mudanças das pequenas atitudes. Vou continuar tentando. Obrigada.

    Responder

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