O ponto de vista como ofensa

Recomendo este texto para todas as pessoas em qualquer área da vida.

Todos os dias estaremos discordando de alguma coisa. Em qualquer situação da vida em algum momento iremos discordar de algo.

E neste momento escolheremos ofender o outro com nossa superioridade ou conversar como iguais.

Ao escolher nosso ponto de vista como mais correto e superior, passamos então à ridicularizar, humilhar e ofender o opositor e transformar uma conversa em um campo de batalha. Podemos também estar corretos e permanecer como iguais e neste caso teremos a oportunidade de um diálogo.

Às vezes uma pessoa pode estar correta na sua forma de pensar e se sente no dever de destruir o outro com seu ponto de vista. Porém a pessoa que está certa, justamente por isso, deveria estar calma e não se abalar com as críticas.

Por outro lado, ainda que o outro esteja errado, isso não faz de nós superiores. Em algum momento estaremos errados. Todo mundo acha o próprio ponto de vista correto, a pessoa na sua frente também.

A pessoa que ofende frequentemente diz não estar ofendendo. Acima de tudo porque ela considera sua ofensa “justa” porque o outro merece ser ofendido. A questão é que ofensa é sempre ruim e ela só deflagra a falta de argumentos e de paciência. Ofender nunca é um argumento. Ofender só mostra que estamos irritados com o assunto e resolvemos falar algo que abale a moral do outro ao invés de argumentar. Cansei de ver pessoas chateadas, entristecidas, cansadas ou irritadas simplesmente porque as conversas mantém a maior parte do conteúdo no stress e na ofensa pessoal.

Marque a discussão para outro dia.

No caso do veganismo/vegetarianismo não é diferente. Tanto os veganos quanto os opositores praticam muitas vezes o ataque pessoal ofensivo ao invés de debaterem idéias.

E então chega a hora de usar o próprio ponto de vista como ofensa, quando estou tão certo que “sou o bom” e o outro tão errado que “é um idiota”, “hipócrita” e todo o tipo de artifício moral.

Particularmente não vejo mal em ser criticado, a crítica sempre me fez pensar e foi com ela que aprendi assumir meus erros, mudar de opinião e manter a calma quando sou coerente.

A maioria de nós procura alguém para brigar sem a menor intenção de aprender.

Para uma melhor discussão, para um maior rendimento, não “chegue” com um ponto de vista pronto e discutido, mas faça o contrário, esteja com a mente aberta para mudar, complementar ou manter o que pensa.

Não seja um crítico chato, não saia da sua casa para ir até o vizinho falar mal dele.

Não permita que ofensas empobreçam a discussão, não se deixe abalar. Esteja consciente de pedir que o outro reveja sua forma de falar e em caso do outro se recusar a mudar, não discuta ou discuta filtrando a ignorância alheia.

Apenas não se irrite. Irritação por ofensas é um mal gratuito que fazemos a nós mesmos que tem origem na fala do outro. Abalar-se é uma escolha.

Por Roberto de Andrade (Planeta Ideal Floripa)

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