Metodologia Moderna de Detecção de Inteligência Animal

Certo dia um cientista preocupado com os rumos dos medicamentos, no meio de um churrasco perguntou ao amigo:

– Será que podemos usar animais para testar substâncias químicas que morremos de medo de testar em nós mesmos?

O amigo pensou e disse: Não sei. Também tenho dúvidas se podemos comê-los. Talvez devamos primeiro nos certificar de que os animais não pensam. É a forma correta. Eu por acaso tenho um ramster aqui em casa, vamos fazer alguns testes.

Então o churrasqueiro largou o espeto por alguns segundos e foi com o cientista ter com o rato.

Chegando lá os dois ficaram algum tempo olhando o rato. O animalzinho cheirava tudo, se coçava, comia alguma coisa aqui outra ali e nada mais.

Depois de algum tempo o cientista disse:

– Acho que devemos tentar nos comunicar com ele.

Ele então chegou próximo ao ratinho e disse: Construa uma ponte se for capaz.

Esse teste é perfeito. Qualquer ser dotado de razão constrói um prédio. Qualquer ser incapaz de seguir regras, se comunicar com clareza está obrigatoriamente fora de qualquer lei moral, racionalidade ou digno de ser tratado como tal. Não precisaria muito mais que um prédio. E assim passaram a observar o ratinho esperando que ele construísse uma ponte ou dissesse algo.

O ratinho farejou aquele bafo e se afastou.

Naquele momento os dois tiveram certeza que aquele animal não era digno de nem um centavo. Ele jamais faria uma ponte. Mas como estavam com vergonha de admitir um para o outro que o teste tinha acabado, talvez com medo de dizer diante de um teste tão sem pé nem cabeça de primeira que a conclusão final já estava tomada, preferiram ambos já convencidos da irracionalidade do roedor, fingir um ao outro que ainda havia muito o que pensar.

Porém o bom senso já atinava na cabeça de um e para não alongar o dia todo com experimentos insensatos, um disse ao outro: Olha, vamos pular os testes verbais porque ratos não falam. O outro concordou com a cabeça.

Então um disse: Se a gente sair daqui do quarto ele sentirá saudades?

Olha que a pergunta foi boa. Realmente, aquele animalzinho farejante, se ele não sentisse saudades de nada? Ele nem deve ligar para nada que existe ao redor. Se o animal não tem os mesmos sentimentos que os humanos tem, então ele é selvagem e não tem problema algum em matá-lo.Se ele morrer está tudo bem. Afinal nós humanos sentimos falta uns dos outros. É muito ruim quando algum ente querido morre. Se o ratinho não sentir isso, poderíamos utilizá-lo com certeza!

Então ambos saíram do quarto. Esperaram 10 minutos. Um deles disse: olha, já se passaram 10 minutos e ele ainda não nos chamou de volta, não deu nem um gritinho sequer. Vamos ver pela janela o que se passa com ele lá dentro.

Então foram os dois para a janela espiar. E para a surpresa deles estava lá o ratinho cheirando os cantos da gaiola, indo para lá e para cá como se estivesse tudo bem.

Olharam-se satisfeitos, o “teste da saudades” tinha sido perfeito. Nenhum sinal de apego sentimental.

Já praticamente encerrada aquela extensa teoria filosófica sobre a capacidade animal de raciocinar e despertar algum sentimento ou expressão racional, quando já estavam 110% convencidos que não havia nenhum problema em usar animais para fins pessoais, um deles pensou mais uma possibilidade:

– Bom, eu diria que nossas pesquisas são promissoras e eu já estou convencido que este animal é irracional. Ele é como uma pedra, podemos comer, pesquisar, mas para não dizerem que fomos precipitados, podemos fazer mais um teste. Vamos dar comida com uma placa de envenenada, se ele comer, é porque não tem medo de morrer, seu instinto animal é tão grande que mesmo sabendo que irá morrer, ele ainda assim come!!

– Excelente ideia, amigo!

Depois de algum tempo desenhando uma plaquinha com símbolos de caveirinha, em diversos idiomas, convictos que o ratinho os compreenderia, colocaram então a comida, que apesar de não estar envenenada, por causa dos avisos, o animalzinho deveria esquivar por pensar o oposto!

Colocada a placa, o animalzinho então vendo toda aquela situação, cheirou a plaquinha, deu uma roidinha na borda. Viu a comida colocada ao lado. Deu uma cheiradinha de leve. Olhou para os dois. Olhou para a plaquinha. Então olhou para a janela e apontou para alguma coisa no céu.

Os dois assustados vendo o ratinho pela primeira vez comunicar alguma coisa foram correndo ver se tinha algo na janela.

No alto pairava um disco voador com dois extraterrestres dentro. Um com um espeto na mão e outro com um jaleco branco. Não dava para entender o que eles queriam, mas alguma coisa importante deveria estar escrito naquela placa que eles mostravam e nas coisas que eles diziam.

Por Beto do Planeta Ideal

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