Razões para ser Vegano

Há uma pluraridade de pessoas com razões diferentes que se tornam veganas. Não existe um limite, nem uma regra. Há pessoas que se tornam por certas razões tão diferentes de outras que às vezes a única coisa que tem em comum são as coisas que praticam, porém ideologicamente são mundos opostos. Algumas pessoas podem se basear em apenas um item, mas via de regra cada um entende o veganismo por diversos pontos de vista. A intenção deste texto não é de dizer que só determinados tipos de pessoas pensam determinada coisa, mas sim mostrar que certas áreas humanas confrontam algumas barreiras éticas e estão mais propensas a aprofundar pontos específicos. Fique à vontade para contribuir com algo que considere interessante registrar. Então aqui vão algumas idéias sobre porque se tornar vegano:

Advogados: Hoje fala-se em Direitos Animais porque estamos num momento da história que já não podemos negar que estes animais estão ligados em nossas vidas. Temos animais domésticos, há animais selvagens cruzando rodovias, em nossos quintais. Pássaros, cães, gatos, vacas, porcos, tartarugas. Todos estes animais tem sido vítima de crueldade animal e em todos os cantos do mundo em algum momento começam a surgir leis que protegem os animais. O advogado se torna vegano quando ele percebe que as leis que protegem os animais domésticos garantem benefícios para os animais que nós “gostamos”. Que cria uma contradição ética em proteger uns e abater outros. E neste sentido ele entende que deve-se dar direitos a todos os animais retirando das jaulas e abatedouros inocentes que não cometeram nenhum crime.

Agricultores:  Achamos normal colocar veneno nas plantações, alterar a genética dos seres vivos, plantar imensos terrenos com uma planta só, desmatar. Mas até aí só falamos de vegetais e o que isso tem a ver com veganismo? Acontece que quando o agricultor começa a planejar uma vida sustentável ele percebe que resolvendo os problemas dos transgênicos, dos agrotóxicos, das monoculturas e do desmatamento ele atinge um nível de variedade alimentar capaz de nutrir um ser humano sem a necessidade de animais. A fazenda sustentável precisa por obrigação ter diversidade de vegetais. É uma grande rede de relações entre as plantas que permite que o alimento seja saudável. A variedade cria uma diversidade nutricional riquíssima suficiente para alimentar os humanos.

Ambientalistas: Quanto mais as pessoas do campos estudam o impacto da pecuária no planeta mais se convencem de que tem algo de errado com o que estamos fazendo. Desmatar florestas para alimentar animais que serão comida só da classe mais rica capaz de comprar. Colocar o planeta em desequilíbrio oferecendo risco à vida de todos os seres, incluindo nós mesmos, no planeta. A pecuária contribui com o desmatamento, com a poluição do ar, com o efeito estufa, com a poluição dos rios, com o gasto excessivo de água, etc. Nesta hora o ambientalista compreende que para alimentar o planeta com saúde é preciso mudar a alimentação.

Amor pelos animais: algumas pessoas são loucamente apaixonadas por animais, principalmente cães e gatos. Estas pessoas quando começam a saber sobre o que acontece nos abatedouros percebem que elas estão em contradição por não perceberem que vacas, porcos também são animais que ela ama e não quer que eles sofram tudo que acontece nas fazendas.

Veganos e os Animais

Veganos e os Animais

Biólogo: O biólogo quanto mais estuda a anatomia animal, mais se convence de que temos uma mesma origem, somos compostos dos mesmos elementos, possuímos uma base biológica com órgãos e sensores em grande parte idênticas e quando diferentes, são semelhantes, apontam para alguma relação de proximidade evidente, levando a entender que somos um corpo de mesma origem, de mesmos mecanismos, de mesma base.

Capitalismo e o Movimento Punk: Nosso sistema econômico está habituado a tomar decisões racionais que colocam o respeito pelas pessoas e os sentimentos de lado. O ativista anti-capitalista entende que os animais são parte de uma exploração mercantilista que não respeita nem os seres humanos nem os animais e compreende que estes animais precisam ser libertados.

Conectivistas: Algumas pessoas com o tempo passam a perceber que estamos conectados à todas as coisas do mundo. Os planetas estão ligados, as pessoas, os objetos, é tudo um grande e gigante organismo vivo. Ele então passa a ver tudo no universo como parte de si mesmo. E deseja dar o melhor de si, cuidar disso tudo como de si mesmo. E nesta hora vê a necessidade de ampliar as ações voltadas anteriormente para si mesmo e pensar na vida dos animais como parte de si mesmo necessitando de atenção. O que eu faço de mal à um animal contribui negativamente a todas estas conexões que unem tudo num único todo.

Economistas: Para os proprietários de grandes fazendas falar em veganismo não soa muito bem. Porque ele entende que terá seu negócio falido. Por outro lado, diante da impossibilidade de alimentar todas as pessoas com carne, os projetos sociais que visam atingir comunidades carentes encontram nos vegetais uma solução barata para resolver a questão da fome no mundo.

Feminismo, Racismo, Etnocentrismo: As pessoas que sofreram algum tipo de preconceito sabem bem o que é não ter voz, ser discriminado. Quando ela percebe que seres que sequer podem falar também estão sofrendo, ele entende que precisa apoiar este ser, porque ele sabe a importância que é ser ouvido. Sentir na pele algum tipo de discriminação irá sempre abrir nossos olhos para aqueles que estão sendo discriminados.

Médicos e Nutricionistas: Os profissionais da saúde sempre souberam que a alimentação com pouca carne, ovos e laticínios e rica em vegetais é mais saudável. Porém surgiu com o veganismo uma nova possibilidade. Uma alimentação sem nada de origem animal. E as pesquisas que surgem neste novo campo do pensamento da saúde tem mostrado uma redução da ocorrência de doenças cardiovasculares que é a maior causa morte no Brasil, nos EUA, reduz a diabetes, previne e regride alguns tipos de cânceres, reduzem a obesidade, e tantos outros benefícios. Neste âmbito cada vez mais pesquisas tem demonstrado a importância da alimentação sem carne.

Neuro-cientistas: Os neuro-cientistas já compreendem hoje que os mamíferos possuem a mesma base neural cognitiva do homem e já não tem mais dúvidas de que eles pensam, sabem que estão ali e pensam sobre o que fazem e vivem. Quando o neuro-cientista se depara com estes fatos ele percebe que tratar mal um animal irá despertar nele os mesmo sentimentos que sentimos: medo, dor, ansiedade. E nesta hora ele entende que não é mais possível ignorar que eles são diferente do que vinha sendo dito anteriormente, a falsa ideia de que eles não pensam e são como objetos para serem usados.

Psicologia e Etologia: Os profissionais do comportamento humano e animal em geral tem que lidar com questões da inteligência dos animais, das razões que os seres vivos agem e pensam, e quanto mais se estuda o comportamento de todos os seres vivos percebemos que eles tem diferenças quantitativas porém proximidade qualitativa. O ser humano consegue compreender as emoções dos animais, ainda que com algumas limitações, porém o suficiente para entender que eles estão ali presentes, ainda que sem falar uma palavra do nosso idioma, pensando sobre o mundo, sobre si mesmos e sobre o ambiente.

Religiosos: Quando a pessoa começa a se espiritualizar, ela começa a entender as relações humanas e a necessidade de praticar o bem. Ela então começa a expandir esta bondade aos animais e ao meio ambiente por perceber que eles também tem alma, que eles compartilham o mundo conosco e também são alvo da nossa bondade. Apesar de alguns religiosos, e que fique clara a diferença entre o que é uma religião e um religioso, enfim, alguns religiosos entendem que devem matar animais. Porém a contradição de quem defende este ponto de vista é evidente uma vez que as religiões enfatizam muito mais o amor que a morte e exploração. Para cada frase em texto religioso falando de sermos donos dos animais há outras mil falando sobre amar uns aos outros.

Vivendo o hoje: Defender o consumo da carne é se basear na falta de conhecimento, é defender a vida hoje como ela era no tempo das cavernas. Naquela época não havia exame de sangue, nem conhecimento nutricional. O indivíduo experimentava algo e se passasse mal ele não comeria mais, se fizesse bem ele comeria mais, se melhorasse algum sintoma ruim ele chamaria de remédio. Simplesmente não havia laboratório de química, não havia bolachas enriquecidas com vitaminas para as crianças, nem sal suplementado com iodo. Fica claro perceber que o mundo mudou e que devemos ser coerentes com a nossa época ao invés de pautar nossas decisões no conhecimento dos homens das cavernas. Esta evidência torna este indivíduo um ser atualizado, vivendo a sua época com o melhor que ela tem a oferecer.

Fique à vontade para contribuir com algo que considere interessante registrar.

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